Ando meio desencanada (leia-se não surtando) com algumas coisas. Sempre gostei de complexidade e dificuldades, mas ultimamente tô tão simplista e com uma vontade que nunca tive de começar a exercer a profissão que escolhi.
Mil necessidades: sair, comprar, beber, falar merda, dar risada, ir ao cinema, ao teatro, tirar fotos, cortar mais ainda o cabelo, tudo de uma vez.
Sigo um caminho que não sei ao certo se foi o que escolhi. Mas sigo, bem ou mal humorada sigo, invejando todos que tem o que eu rejeitei (sei lá por qual motivo).
Sou um mulher, sou humana, sou amiga, sou colo, sou fera, sou calor, sou tempestade, vendaval e calmaria. Mas ando calma demais, mar sem maré. Tediosa e monótona como tudo que é mediano demais tende a ser.
Escolha, consequencia, consciência ou não. Não sei. O cógito já não me é tão relevante quanto antes.
Psicóloga de mim mesma, quebra-galho dos outros.
Isso dá uma alusão à frieza, mas pelo contrario, tão pequena, tão intensa que era, momentos, sentimentos guardados foi o exercício prático das lições da vida (não muito bem vivida de uma menina-mulher de seus 20 anos, costuma mente solitária).
O que busco encontrar é como uma pessoa tão mediana pode despertar explosões de êxtase? Vou vivendo na prática, porque meu imaginário já não é mais tão criativo e infito como antes.



