sexta-feira, 31 de julho de 2009

Shampo que viro meu queridinho

Ontem quando vi que sobrou um dinheirinho, resolvi cuidar um pouquinho mais de mim.
Fui à Disney perfumaria e tava dando uma olhada nos produtinhos... Tinha uma coisa que já tava na minha lista de necessecidades e que já tava gritando por socorro, compre-me.
Tava querendo comprar A linha da Salon Line Choice pelo qual tinha adorado a embalagem (colorida chegayzão, brilhante com cara de moderninha) só que pra minha tristeza não era uma linha sem sal. Então fui pras opções adequadas pro meu cabelo que já tem progressiva (e grita por retoque!). A Salon Line, que já conhece à um tempinho tem 3 shampoos hipossódicos, eu optei pelo que parecia hidratar mais, o "Hidratação Máxima" (ou alguma coisa parecida), dãã-ã? Ele vem numa embalagem grande, 450 ml, tem aquele cheirinho suave de produtos de cabeleireiro que fixam no cabelo e até relaxam a gente naquela cadeira horrorosa de lavar o cabelo.
Comprei o shampoo e o condicionador... fiquei com a mão coçando pra comprar a máscara da Aquaflora, mas resolvi pesquisar a qualidade dela aqui hoje.
Pelas opiniãoes e resenhas encontradas vou comprar sim!
Mas voltando, aos Salon Line: lavei o cabelo normalmente e apliquei o o condionador (que é meio fedidinho comparado ao shampoo) deixando agir por 3 minutos, como indica a embalagem.
Sequei meu cabelo no secador e taquei prancha nele depois. Logo ao secar na temperatura mais alta (masoquismo capilar) já pude perceber que o cabelo tava mais macio e brilhante e cheirosinho. Quando fui pranchar o brilho do cabelo dobrou. Meu cabelo que é super seco ficou sem volume, beem soltinho, brilhante e cheiroso.
Até minha batalha diária com a franja se resolveu. Antes ou ficava repartida, ou armada, nunca ficava retinha, cheia na testa. Agora fica!
Achei que valeu muito a pena, já que paguei barato nele, cerca de 16/17 reais os dois.
Em casa posto uma foto do bonito aqui.
* Update - Foto do bonito:



Comprei tbm dois clarinhos colorama pra tentar fazer uma francesinha sábado. Tomara que dê certo!


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Identidade


Tava
com saudade de ler um texto que a professora distribui entre a gente, numa das aulas da faculdade, que já foi postado antes e extinto, nesse mesmo blog. Irei postar novamente porque é lindo e adoro.


Justo a mim meu coube ser eu

Toda vez que minha avó materna me dizia que o molde em que fui feita fora quebrado quando nasci, eu achava que ela estava me elogiando. Acreditava que somente eu era "única" no mundo. Aos poucos, fui percebendo meu engano.
Primeiro, porque, em vez de me tornar diferente, o fato de ser uma criatura única era o que me igualava a todos os seres humanos. Entendi que é parte da nossa condição humana sermos indivíduos exclusivos. Dela ninguém escapa.
Em segundo lugar, porque essa exclusividade -recebida com o meu nascimento- não me foi dada assim de mão beijada. Nem veio pronta nem tinha um manual. Ela se parece com aquelas massinhas de modelar que, quando a gente ganha, ganha só a massa, não a forma, e o resultado é sempre o fruto de um longo processo de faz e desfaz. Cedo percebi que jamais teria sossego e que teria muito trabalho. Típico presente de grego, uma armadilha.
Encontrei eco para o meu espanto nas palavras de Mafalda, a famosa personagem de Quino, o cartunista argentino, no momento em que ela diz: "Justo a mim me coube ser eu!". Ser quem só a gente mesmo pode ser é quase uma desolação. Quem eu sou e deverei ser? Minha individualidade é um mistério. Quantas vezes eu não preferi ser outra pessoa! Se não, pelo menos pensei se não seria melhor ter nascido em outra família, em outra época, com outra situação financeira, outra cara, outro corpo, outro temperamento. Ainda mais porque, aparentemente, sempre soube resolver a vida dos outros muito melhor do que a minha própria.
Para ser sincera, quando penso que o meu "eu" está aberto, o que sinto mesmo é um grande alívio. Se eu tivesse nascido pronta, não teria conserto. E se não houvesse rémedio para os meus erros e uma chance para os meus fracassos? E se eu não pudesse mudar de ponto de vista, de gosto, de planos, de opinião? E se eu não tivesse escolhas nem alternativas? Mas também vejo um lado sombrio em ser um projeto aberto: o de nunca ter certeza, sobretudo de antemão, de ter tomado a atitude certa, de ter feito a escolha mais apropriada aquela em que não me traio.
Quando percebo que um gesto qualquer vai afetar meu destino, sinto medo, angústia, suo frio, tenho vertigens, adoeço. Aí, a tentação de pegar carona na escolha dos outros ou no estilo de vida deles é grande, mas minha alma grita que não vai dar certo e me lembra que o meu molde foi quebrado, que ele é exclusivo.
Levei muito tempo para entender que minha exclusividade não esta simplesmente em mim, na minha cor de olhos ou nos meus talentos especiais. Ela está sempre lançada adiante de mim como um desafio, como um destino a que tenho de chegar, como uma história que tem de ser vivida. Minha exclusividade -eu mesma- virá apenas quando eu puder afirmar que a história que vim realizando só eu -e ninguém mais- poderia tê-la vivido. É a isso que a personagem Amparo, no filme de Almodóvar "Tudo Sobre Minha Mãe", se refere quando afirma que ela é tanto mais autêntica quanto mais perto estivar daquilo que projetou para si mesma.
Fala com orgulho e alegria, revelando, assim, que desvendou o mistério que envolve o problema de ser quem somos: autenticar nossa biografia. Avalizá-la. Onde estou, senão nessa biografia que realizo e atualizo a cada instante por meio das minhas decisões e do meu empenho? Hoje não importa mais se sou diferente dos outros, mas se faço alguma diferença no mundo.


Texto de Maria Tereza Coan






terça-feira, 21 de julho de 2009

Consumismo mensal desnecessário

Pra tentar ser mais economica (necessidade urgente!) antes de começar todo mês vou fazer uma lista do que preciso comprar:

Beauty:
♥ Linha da Salon Line Choice (shampoo, condicionador e máscara)
♥ Manteiga da Muriel com cheirinho de baunilha, indicado pela Fefê.
♥ Esmaltes para francesinha.

Clothes:
♥ All Star branco (mais um) para customizar ou um dourado.
♥ Camisetinhas básicas pra usar com meu futuro Converse chegayzão!


Accessories:
♥ Colar de pérolas C&A



Coisas que já foram mais legais

1º) Mtv - Nos meus 12/13 anos, chegar da escola jogar a mochila de lado e colocar na M tevê era lei.
Hoje, anos mais tarde, foi a opção televilística que me restô, quando cheguei em casa anciosa pra assistir Big Nothing e me deparei com o meu pai em sua overdose de Youtube diária.
me jogo no sofá e me deparo com o Japinha dando uma informação mara, inédita, e exclusiva: "Dave Grol é ex baterista do Nirvana, pra quem não sabe" num tom que me pareceu uma informação inédita, que pouquissima gente sabia (talvez não, talvez eu que tenha colocado toda minha antipatia pela M tevê na interpretação, vai saber...). Se bem que, pra geração roqueirinha de hoje a lá( vômito verde pelo nariz mode on) Strike, Xixi Zero e Cine (vomito verde pelo nariz mode off) talvez seja inedita mesmo.
M tevê te desprezo.


2º) Marcos Mion - Assim como sua atual emissora era mais divertido na minha pré-adolescência.
Me parecia tão criativo e natural. Enfim parecia, apenas parecia.
Te desprezo pouco mais do que sua atual emissora .


3º) All Star branco - Uso All Star há 4578454657897x² anos, e o branco não era o filho mais pop da Converse. Hoje, pego onibus pra Barra Funda com pelo menos mais duas meninas de All Star branco e mais três no vagão do metro.
Amo, amo, e amo forever!


4º) Melissa - Nunca usei por causa da minha hiperidrose, mas já namorei muito. Achava suuuper estilosas aquelas sapatilhas de plásticos lisas, brilhante de moldes inteiriços. Mas o surgimento das fakes (principalmente a campana e suas donas com os pés pretos) fizeram eu olha-lhas com um olhar de desfem e de que "você é tão chechelenta" e o o consequente chulé me fica tão mais obvio do que antes.
Melissa, você é chechelenta e sua ultima coleção (Pirates) tá uó.


5º) Calça Skinny - Quando algumas não tinham cara de Gang e puta barata.
Skinny ainda te uso e abuso.


6º) Snakers - Quando não era o símbolo dos adolescentes tupiniquins From Uk ou Froom NY.
Não me desperta criatividade suficiente para formar opinião.



7º) Lenço Palestino - Gostava mais quado não era o símbolo do mamãe eu sou "índieo"
Ainda luv u.





quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sem título #1

Ando com uma preguiça singular de fazer qualquer coisa, o que inclui mexer os dedos para digitar. É sempre a mesma coisa no meio da semana, todas as terças, quartas e quintas é assim. Penso em organizar minhas coisas, mas não. A irresponsável aqui não faz nada de bom.

Ando meio desencanada (leia-se não surtando) com algumas coisas. Sempre gostei de complexidade e dificuldades, mas ultimamente tô tão simplista e com uma vontade que nunca tive de começar a exercer a profissão que escolhi.
Mil necessidades: sair, comprar, beber, falar merda, dar risada, ir ao cinema, ao teatro, tirar fotos, cortar mais ainda o cabelo, tudo de uma vez.

Sigo um caminho que não sei ao certo se foi o que escolhi. Mas sigo, bem ou mal humorada sigo, invejando todos que tem o que eu rejeitei (sei lá por qual motivo).

Sou um mulher, sou humana, sou amiga, sou colo, sou fera, sou calor, sou tempestade, vendaval e calmaria. Mas ando calma demais, mar sem maré. Tediosa e monótona como tudo que é mediano demais tende a ser.

Escolha, consequencia, consciência ou não. Não sei. O cógito já não me é tão relevante quanto antes.

Psicóloga de mim mesma, quebra-galho dos outros.
Isso dá uma alusão à frieza, mas pelo contrario, tão pequena, tão intensa que era, momentos, sentimentos guardados foi o exercício prático das lições da vida (não muito bem vivida de uma menina-mulher de seus 20 anos, costuma mente solitária).

O que busco encontrar é como uma pessoa tão mediana pode despertar explosões de êxtase? Vou vivendo na prática, porque meu imaginário já não é mais tão criativo e infito como antes.